Minha amada
que me ama tanto
que se derrama
que se desmancha
me arranha e me estranha
e me clama nas entranhas
e se deita na cama
e me chama com sua chama
uma Xana que me engole
e me verga e vibra e sacode
num esplendor que explode
e eu te clamo e te lambo
e me lambuzo do teu suor
e gozo tanto que gosto
e é tanto que a vida esporra e escorre
e vivo e morro de amor
que de amor também se morre.